Moral da história: mate todos, todos! Não deixe nenhum. Isto é vitória, isto é aventura!


A Pedra do Meio-Dia ensina às crianças que “o importante é matar”.

Fiquei constrangido com a cena em que Artur mata aquela onça, logo no começo do espetáculo. PELO MENOS, no mínimo nessa cena, o assassinato era desnecessário. Para salvar Isadora, nesse momento (e qualquer história com o contexto da Amazônia diz o mesmo) bastaria ASSUSTAR a onça. Ela iria embora, não seria mais uma ameaça e preservar-se-ia a espécie ameaçada de extinção.

Em toda a peça repete-se sucessivamente a mensagem de “mate para se salvar, se proteger e atingir seu objetivo. Aliás, na dúvida de qual o seu objetivo, se não for este em fim, matar terá concluído a parte mais importante dele”.

É irônica aquela entonação ao mencionar as manchas de sangue das luvas do gigante (que no palco estava sem luvas) enquanto Artur, mesmo que virasse um peixe e vivesse na água, nunca lavaria aquele sangue que o cobre, que o faz nojento e que deixa rastros de chacina e de extermínio a cada passo na floresta.

Como é possível dizer para mim, “experiente” que a mensagem transmitida para as crianças não é “resolva na espada; se não tiver espada, use outra arma (uma faca talvez, espada é coisa de ficção); na falta de uma arma vá na mão mesmo”? Como é possível me dizer isso?
Se eu, “experiente”, só pude tirar esta e nenhuma outra lição da estória, que lição vocês esperam que as crianças estejam tirando???

Me assusta mais ainda estarmos assistindo a isso calados e acomodados em meados do século XXI. Há meio século começaram a ser feitos trabalhos anti-violência, com foco na infância e na juventude, além de programas de conscientização ambiental, com a temática mais abordada sendo “AMIGOS dos animais” e “preserve a natureza”, entendendo que “natureza” acolhe todos os animais, com mais atenção aos silvestres e aos ameaçados de extinção (na lista, os animais mortos pelo sanguinário personagem central: onça pintada, jiboia, e algumas subespécies de porco-espinho).
Até mesmo a clássica DONA CHICA já não atira mais o pau no gato e ensina as crianças que “isso não se faz, não devemos maltratar os animais”.

Até mesmo a Dona Chica já não atira mais o pau no gato.

Mas o que importa é que as crianças gostaram, só eu me incomodei e fiz questão de vaiar uma montagem nociva como essa.

Lembrando que as crianças gostam de sexo e violência, assistam mais MMA com seus filhos (vocês já não sabem diferenciar esporte/arte marcial de agressão, não saberão explicar e não esperem que seus filhos aprendam sozinhos quando lhes golpearem na barriga ao receber um “não”).

No teatro, para as crianças, vocês também poderiam fazer uma montagem de O REBUCETEIO. Certeza absoluta de que elas vão a-d-o-r-a-r. Só não garanto, porém, que supere um Jackie Chan ou Denzel Washington da vida.

Assim caminha a humanidade: sentada, acomodada, assim tá bom, deixa com está, o que importa é que as crianças gostaram e eu só vou me levantar se for pra voltar.

Dwsz.

Nota: A aberração teatral foi encenada na Cidade do Saber, e presenciada por mim no dia 07 de Abril de 2013. Apesar de tudo que os Profissional da Educação, Psicólogos ou Sociólogos possam dizer, concordando comigo, existe a “livre-expressão” que também permite que os pais façam suas crianças dançarem “sou o rei do puteiro” sem o menor pudor ou medo de condenação por contrariar o Estatuto da Criança e do Adolescente. Assim sendo, esta publicação é mera exposição de opinião e não tem valor social, acadêmico, clínico, pedagógico ou, ainda menos, de crítica sobre produções cênicas. Isto é Camaçari, isto é Bahia, isto é Brazil. Dwsz.

Riachuelo investe no estilo ultra-retrô alienado “Pesadelo Americano”


Eu pensei que fosse apenas um erro para a televisão, mas a Riachuelo realmente tomou o “American Dream” como a temática da estação (Primavera-Verão).

Alguém pode, por tudo que há de mais sagrado na indústria têxtil, avisar a esses dementes senhores que o “Sonho Americano” é um pesadelo do qual muitas pessoas já acordaram e continuam acordando as outras?

O estilo de vida americano é tão “de última” que nem os próprios estado-unidenses suportam.

O sonho americano é lindo! (quando não se tem mais nada pra fazer além de ficar na frente da televisão)

Nem tudo que funciona no lápis, papel e alucinação dos croquis dos estilistas funciona em pessoas reais – e as “blogayras” com seus publiposts são capazes de provar isso sem fazer esforço.

Esse estilo é incompatível e incoerente com o clima, os hábitos e ideologia brasileiros – sempre foi e atualmente é ainda mais.

Podemos fazer um acordo? 1- deixe o estilo de vida americano para os americanos: eles inventaram isso, eles arquem com as consequências SOZINHOS. 2- deixe os anos 1950 na década de 1950: atualmente estamos no século 21 e o mais importante não é tecnologia que se desenvolveu mas as pessoas que se livraram de maus-hábitos que foram construídos por muitos anos. Ok, a moda é cíclica e é saudável revisitar o passado – mas apenas no sentido de se lembrar dele e não de voltar a vivê-lo como se fosse hoje! Acordem! Isto é uma questão de segurança pública e eu não estou exagerando: inocentemente ou maquiavelicamente, as lojas de departamento estão potencializando a lavagem cerebral que autoridades estado-unidense fazem pelo mundo afim de implantar suas próprias leis e satisfazer exclusivamente seus próprios desejos. Lembrem-se que nos próximos haverão eventos internacionais de grande porte e mesmo os civis menos espertos afirmaram por muito tempo que o Brasil não teria condições de receber tais eventos por não poder investir nas obras. O dinheiro nós ainda não temos, já que nunca tivemos para obras públicas tão importantes por todo nosso território federal – mas as obras para a Copa do Mundo, por exemplo, estão acontecendo e não é com nosso dinheiro: é capital estrangeiro que por nós é administrado sob a forma de empréstimo (cobrado com muitos juros, mesmo que não necessariamente sob a forma de dinheiro – e isso é o que preocupa mais).

Em Salvador temos o prático exemplo do Hotel Hilton, que teve sua obra embargada logo no início, na apresentação do projeto. Não tenho provas da relação entre os fatos, mas qualquer cidadão ou visitante pode notar o que aconteceu com nossa cidade desde então e perceber que as promessas de melhora só apareceram depois das promessas de liberação dessa e de outras obras sumariamente rejeitada há alguns atrás porque os ambientalistas temiam grave alteração na geografia do litoral. Os projetos ou não mudaram ou mudaram muito pouco, mas as obras estão sendo liberadas. E essas obras, de novo, não são para o povo de Salvador, da Bahia nem do Brasil – primeiro porque não será acessível a eles, segundo porque não corresponderá ao seu estilo. Tudo isso é exclusivamente para os alienígenas que aterrissam em terras tupiniquins para, mais uma vez, escravizar e dizimar os indígenas.

Sinto muito mas eu não terei forças para viver e ver isso.

Obs: “alienígenas” e “indígenas” formam um jogo de dualidade de palavras. O termo “indígenas” é popularmente utilizado para se referir aos nativos brasileiros que, teoricamente, são descendentes diretos daqueles que já habitavam esse território quando os europeus chegaram, e o termo “alienígenas” costuma ser confundido com “extra-terrestres” apesar de poder funcionar como sinônimo. Originalmente, porém, “indígena” refere-se ao indivíduo (ou, figurativamente, objeto) pertencente ao espaço usado como referência, e “alienígena” (já que é seu antônimo) refere-se àquele que é de fora. Sendo assim, em 1500 (segundo narra a história) os indígenas tupiniquins (muito hospitaleiros e ingênuos) receberam os alienígenas portugueses (muitos astutos e execrados em sua terra natal ao ponto de serem lançados ao mar com destino ao “fim do mundo” – já que a terra “era” chata). Sendo assim também, nós (os indígenas terráqueos) tememos uma invasão alienígena (extra-terrestre) por acreditar que todos são como nós e, se vão em excursão a um lugar novo, o principal objetivo “deles” é, primeiro, sondar o local para, posteriormente, dominar o território e destruir todo tipo de vida que ali existe e que poderia representar uma força de resistência à colonização. Fim da aula de gramática.

Dwsz.

Revista americana traz capa com “tinta eletrônica”


10/09/2008 06:09 – 2710 exibições
Revista americana traz capa com “tinta eletrônica” 

 

 

Para celebrar seu aniversário de 75 anos, a revista americana Esquire se transformou na primeira publicação do mundo a adotar a tinta eletrônica “E-Ink“.

Segundo o site Digital Trends, para testar a novidade foram criadas 100 mil cópias especiais da edição, que estarão disponíveis nas bancas americanas.

A capa mostra os dizeres “O século 21 começa agora” e algumas pequenas fotos que mudam de cor e intensidade. Dentro da revista, um anúncio do Ford Flex também recebeu a tecnologia.

Para que a capa funcionasse, as baterias (que funcionam apenas por um mês e meio) foram fabricadas na China e enviadas para o México, onde as 100 mil capas foram montadas manualmente e enviadas para distribuição em caminhões refrigerados nos Estados Unidos.

O site oficial da revista convida os hackers a tentar desmontar a capa e dar à bateria uma vida mais longa que os noventa dias previstos para seu funcionamento.

Interessados podem conferir um vídeo que mostra a capa em funcionamento pelo atalho tinyurl.com/6bq7vg.

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