Rock do fim do mundo


Rock do fim do mundo

O último rock antes do fim do mundo

Acontece nesse Domingo, 16 de Dezembro de 2012, o último evento de rock de Camaçari. Antes que o Planeta X acabe com o mundo, o evento ROCK DO FIM DO MUNDO traz as bandas PRETEXTO ( de Punk-Rock-Hardcore Feminino), LATRYNA (Punk Rock-Hardcore), DR GORE (Death Metal Splatter Góre), BUSTER (Melodic Hardcore; Skate Rock) DECLINIUM (Indie), CODIGO EM SIGILO (Rock) e RIVERMAN (Rock).

Começa às 13:00 com GRUTA SOUND SYSTEM, é na Casa de Taipa, os ingressos custam R$7,00 e você pode confirmar sua presença pelo Facebook na página do evento.

O DONQQ curtiu e estará presente.

Dwsz.

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Calendário de Eventos do Dubliners Irish Pub


Galera roqueira de Salvador, super indico essa folhinha: o calendário do Dubliners Beer Irish Pub. Observe que no próximo 14 de Abril (Sábado) é aniversário da casa verde, que fica na Rua da Paciência (Rio Vermelho). Programem-se.

Dwsz.

Calendário de Eventos do Dubliners Irish Pub.

Recomendo: Música Vulgar para Corações Surdos – Harmada


Música Vulgar para Corações Surdos é um disco intencionalmente patológico. Pulp de histórias sobre o cotidiano nas metrópoles e os transtornos inerentes à inadaptação ao convívio social urbano. A ansiedade nos pequenos hábitos, a pressa, o processo que gera a naturalidade em tornar invisíveis os vizinhos, o taxista ou as outras centenas de pessoas que atravessam calçadas de qualquer grande cidade no mundo. Rio de Janeiro, Xangai ou Nova York.

Lançado em 16 May 2011.

Encontrei esse álbum digital enquanto tava navegando pela internet. Meus amigos gostaram e eu tô viciado nele.

Costumo gostar de música, ultimamente tenho ouvido muito rock indie.

Você pode ouvir/baixar aqui e aqui.

Banda revelação, Salvador 2011 – Maglore


Então eu decidi ouvir Maglore. Decidi descobrir que banda é essa tão comentada na atualidade.

Não sei explicar o motivo, mas eu sempre achei que era uma daquelas bandas emo nojentas que tem por aí. Não tenho nada contra os emos – exceto a falta de criatividade e personalidade – mas é uma subcultura que não me agrada.

A minha surpresa foi justamente descobrir que a primeira faixa do EP intitulado “Cores do Vento”, a música “Às Vezes Um Cliché”, é uma das músicas que eu mais tenho gostado de ouvir na Educadora FM.

A sonoridade do grupo é profissional. Mas daquele profissional “amante” e não “máquina”. Eles sabem o que fazem com os instrumentos e microfones. Mas sim, isso também é importate – e eles também fazem bem: trabalhar com lápis e papel. As letras são agradáveis, as melodias bem contruidas e os acompanhamentos harmoniosos.

Fiquei sabendo que um cd já está por aí, mas quis conhecer primeiro esse EP. Se o disco físico já estiver nas lojas, estará também na minha #WishList.

Dwsz.

Fotos de Martin Mendesz


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Veja que intrometida essa menina sem graça! Só se acha foto do Martin Mendesz do lado dessa garota! Há apenas poucas exceções em que ele aparece com o baterista Eduardo – aliás, eles forma um belo casal, não? rs

Dwsz.

Pitty se une a seu guitarrista para tocar o projeto Agridoce paralelamente


Pitty e Martin no projeto Agridoce / Divulgação

RIO – Quando não está nos palcos divulgando seu último álbum, “Chiaroscuro”, em vez de descansar, Pitty faz mais música. Ultimamente, parte de seu tempo livre tem sido destinado à parceria com Martin Mendezz, guitarrista de sua banda, no Agridoce, que por enquanto tem seus frutos divulgados apenas na internet. No projeto, ela compõe, toca e canta. Ele ainda não começou a soltar a voz (não por falta de incentivo da cantora), mas seus instrumentos estão afiados. O MySpace (acesse ) da dupla conta com quatro músicas e não há planos para o futuro quando o assunto é show ou lançamento de disco. Leia entrevista com Pitty e Martin sobre o projeto.

Megazine: Como e quando surgiu o Agridoce?

Pitty: É um tanto quanto impreciso, mas já faz um tempo que eu e Martin vínhamos falando sobre fazer um experimento com músicas que envolvessem violão, piano, voz e tivessem uma pegada mais sutil e melancólica. É recorrente na nossa história encafifarmos com um disco em especial ao mesmo tempo sem um saber do outro, e nessa época era o Pink Moon de Nick Drake. Já conhecia e amava esse disco de longa data, mas ele ressurgiu numa determinada semana e eu o escutava obsessivamente, ininterruptamente. Conversando, descobri que ele estava na mesma. Aí juntou o Friendly Fire do Sean Lennon que também virou uma obsessão por aqui; de não conseguir parar de ouvir, de querer dissecar o disco e seus timbres, essas coisas. Numa dessas sessões de escutar música atentamente e em silêncio, acho que Martin pegou o violão e começou a dedilhar alguma coisa… sentei no piano, e fomos.

Martin: Não lembro exatamente quando, mas foi criado a partir de um interesse comum dos dois de fazer um projeto com essas características, tanto sonoras quanto de execução… essa coisa mais introspectiva e meio estilo “doi it yourself”.

Megazine: Qual é o papel de cada um de vocês nesse projeto?

Pitty: Objetivamente, eu toco piano, ele violão, e eu tenho cantado as músicas. Mas os dois podem cantar e eu tenho botado uma certa pilha pra ele gravar umas vozes. Os dois compõem as harmonias e arranjos, eu tenho feito as letras e melodias, mas ele também pode aparecer com alguma. Tudo pode, é só a gente gostar. Ele fica responsável pelas gravações e, como entramos nessa de compartilhar, acabei cuidando de fazer um MySpace e editar os vídeos. Mas no final, tudo acontece com o aval e a ajuda do outro.

Martin: O mesmo. Cada um faz um pouco de tudo. O café dela fica mais gostoso e eu sou melhor pra carregar coisas mas as vezes até isso sai trocado.

Megazine: Na hora de gravar, vocês fazem tudo sozinhos ou há amigos envolvidos?

Pitty: Até então, tem sido só nós dois. É que é uma oportunidade pra gente desenvolver certas habilidades como microfonar e timbrar os sons, pra aprender a mexer no Final Cut, descobrir que tipo de microfone funciona melhor para apertar na compressão, pesquisar dobras de voz e efeitos. É, de fato, um laboratório. E por ser um laboratório, pode ser que em algum momento algum amigo apareça para contribuir e nos ensinar alguma coisa nova. Se somar, tá valendo.

Martin: Tudo sozinhos. Dividimos as funções baseados nas habilidades (ou falta delas) de cada um.

Megazine: Qual é a maior inspiração na hora de compor as músicas do Agridoce?

Pitty: Juntamos umas referências a partir das músicas que fomos fazendo, e vimos que tinha a ver com Nick Drake, Iron & Wine, Velvet Underground, Serge Gainsbourg, Jeff Buckley e coisas tais. Suave porém denso, calmo e ainda assim pesado, doce e melancólico. Por isso o nome, Agridoce. Música doce feita por gente amarga. Outras referências sensoriais e visuais aparecem: dias nublados e a quentura do vinho tinto, um cabaret intimista e enfumaçado, um sorriso triste que é quase um esgar, filmes como Blue Velvet ou um quadro de Frida Kahlo: as cores são fortes, mas a imagem é obscura.

Martin: Não tem. Tem muitas referências, mas na hora de compor é muito da cabeça pra dentro. Fazendo uma análise posterior, você consegue identificar pinceladas disso ou daquilo nas músicas mas não é feito com essa intenção. É como se fosse um vazamento ou uma dica.

Foto conceitual da dupla / Divulgação

Megazine: Quem compõe, quem pensa em arranjo… como sai uma música do Agridoce?

Pitty: De diversas formas. Em algumas, o ponto de partida foi o dedilhado do violão; outras, algo que eu havia escrito. Os arranjos surgem quando tocamos juntos. “Dançando” e “Romeu”, eu fiz em alguma madrugada e mostrei pra Martin, que sempre dá um jeito da música ficar mais rica. “Ne Parle Pas” e “Epílogos e Finais” partiu dele no violão e eu fui encaixando o piano pra depois fazer a letra. A contribuição de um nas coisas do outro é tamanha que já não sei direito quem fez o quê em determinadas músicas. E na verdade isso é o que menos importa.

Martin: Não tem regra. Quem sacar a ideia primeiro ganha. Talvez a única constante seja que sempre alguém faz alguma coisa.

Megazine: Quando saiu a primeira música e qual é a periodicidade de lançamento de cada uma?

Pitty: Acho que a primeira surgiu há alguns meses. Não há periodicidade, depende do nosso tempo livre e de inspiração. Teve uma semana muito pródiga em que duas músicas apareceram no intervalo de poucos dias, por exemplo. A medida em que vão ficando prontas a gente bota no My Space; a etapa final do dia de gravação e mixagem é compartilhar a nova música.

Martin: Não lembro quando saiu a primeira, mas elas vão sendo disponibilizadas assim que vão ficando “prontas”. Na verdade ainda mexemos nas músicas, vamos mudando alguma coisa aqui e ali, aprendendo alguma coisa nova…

Megazine: O que vocês pretendem com esse projeto? Só distração ou também show, disco etc?

Pitty: Não sei. O que a gente pretendia quando se dispôs a fazer era somente experimentar, exercitar coisas novas, aproveitar o tempo livre de forma criativa, exercer outros lados musicais que não cabem na nossa banda principal. Nunca projetamos nenhum tipo de desdobramento disso. Tanto era só uma experiência a ser compartilhada que apenas fizemos um MySpace e largamos, despretensiosamente, o link no meu Twitter. Se pensássemos nisso como uma possibilidade real de trabalho, teríamos feito diferente: programaríamos um lançamento, gravaríamos de forma mais profissional, faríamos foto de divulgação e avisaríamos a imprensa. Nada disso aconteceu, porque a ideia nunca foi essa.  (Grifo meu. Já existe planejamento a respeito e fotos de divulgação. Dwsz)

Gravamos em casa, num processo muito artesanal, são praticamente demos ali. E nunca chegamos a divulgar isso oficialmente para a imprensa; a coisa simplesmente se espalhou à boca miúda. Isso me chamou a atenção e me deixou de certa forma lisonjeada: o interesse partiu de fora. Parece que as pessoas gostaram, e aí é que se abriu essa outra possibilidade de show, disco, etc. Mas eu não sei o que vai rolar, por enquanto a gente se diverte com esse interesse mas fica focado mesmo é no objetivo inicial da coisa: exercitar a criatividade.

Martin: Na verdade, manter a despretensão é nossa maior prioridade. Volta e meia temos algum delírio com relação a outros desdobramentos desse projeto mas a maior pretensão mesmo, sem papo hippie, é não deixar perder a leveza

Megazine: Já há convites para show?

Pitty: Rolaram uns convites, e seria divertido ao menos uma vez sentir como é fazer isso ao vivo. O som é tão intimista que teria de ser algo bem específico; lugares pequenos e aconchegantes, com o clima certo para este tipo de música.

Martin: Sim.

Megazine: Como não trazer o que rola na carreira de Pitty para o Agridoce?

Pitty: São duas coisas bem diferentes, e é exatamente por isso que Agridoce existe. Para sanar essas outras vontades musicais, para passear por outros universos sonoros, pra dar vazão a outros lados da nossa personalidade. Existem muitas personas, e as vezes elas não cabem no mesmo espaço.

Martin: É tudo muito diferente, não acho que venha tanta coisa de lá pra cá. Claro que somos nós mesmos então tem aspectos de que não dá pra fugir, mas também não ficamos na paranóia, não.

 

Fonte: http://oglobo.globo.com/megazine/mat/2010/11/04/pitty-se-une-seu-guitarrista-para-tocar-projeto-agridoce-paralelamente-922950329.asp

Pitty começa a gravar primeiro disco do projeto “Agridoce”


 

O ano é de novidades para Pitty. A partir desta segunda (1º), a cantora baiana entra em estúdio para gravar o primeiro disco de Agridoce, seu projeto paralelo com o guitarrista de sua banda, Martin Mendezz.

Com pegada folk, a dupla investe em melodias mais delicadas, que vão na contramão do trabalho autoral da roqueira. Algumas canções podem ser ouvidas em www.myspace.com/somagridoce.

Para se concentrar nessa nova empreitada, Pitty e Martin se mudam para um estúdio montado na Serra da Cantareira, em São Paulo, com o produtor Rafael Ramos e o engenheiro de som Jorge Guerreiro. As gravações do disco serão registradas pelo fotógrafo e cinegrafista Otávio Sousa.

Antes de viajar para sua primeira turnê nos EUA, Pitty fez o primeiro show do Agridoce, no Studio SP, em São Paulo. Nesse projeto, ela também toca piano, uma de suas paixões.

 

Fonte: http://retratoparalelo.com/?p=32

Fotos da Pitty


Para quem não pediu, mas estava procurando, aqui eu compartilho algumas fotos da intérprete roqueira que, além de vocalista da banda Pitty, assume com seu guitarrista, Martin Mendezz, o projeto paralelo Agridoce.

A artista mantém um blog atualizado pessoalmente no link http://www.pitty.com.br/blog.php. Seguindo pela página principal do site oficial, o link é “O Boteco”.

Dwsz.

Presentes de Natal 2010


Fim de ano, Natal e amigos secretos. Já vou avisando que tenho preferência por determinados artigos e, se puder, eu escolho sim!
Não vejo problema em ganhar roupas de presente, desde que sejam de bom gosto, é claro. Livros, cds, dvds e aparelhos eletrônicos também me agradam. Mas algumas características específicas devem ser observadas antes de embrulhar os presentes.
Eu sou magro e, por esse motivo, as camisas devem ser tamanho P, S, ou 1. Também gosto de manga longa, mas só para as clássicas já que em Salvador é Verão o ano inteiro.
E, por falar em Verão, essas são as cores que eu mais gosto: amarelo, azuis vibrantes, verdes, branco e tons violeta. As que eu não gosto, não me sinto bem ou simplesmente não quero mais no meu guarda-roupa são aqueles azuis que todo mundo tem, laranja, cinza, preto, marrom e vermelho. Prefiro algodão.
O preto e o cinza são excessões para calças e bermudas, que devem ser tamanho 36. É um pouco difícil de achar, mas é importante insistir porque as 38 incomodam com a folga na cintura, além de escorregar mesmo com o cinto. Preferência pelo jeans para calças e bermudas e pela sarja para bermudas. O que me incomoda nas tactel são a pouca durabilidade do velcro e a escassez de bolsos.
Tênis e sapatos básicos, com poucos detalhes. Preferência por branco e preto. Não gosto dos azuis. Alguns cinza ou marrom podem abrir excessões. Tamanho 41.
Gosto de livros de linguagem simples. Alguns autores que aprecio são Paulo Coelho, Clarice Lispector (contradição pra reafirmar a regra), Dan Brown, José de Alencar e Friedrich Nietzsche. Gosto de títulos esotéricos, romances policiais e autoajuda. Quero mais de José de Alencar e Paulo Coelho para a coleção, alguns relacionados a psicologia (mas nada técnico) e alguns clássicos. Estão na minha lista O Morro dos Ventos Uivante (Emily Brontë), O Fantasma Que Falava Espanhol (Luiz Galdino), O Vencedor Está Só (Paulo Coelho) e O Vidiota (Jerzy Kosinski). Gosto muito dos exemplares da Ediouro, da Coleção A Obra-Prima De Cada Autor (Martin Claret), Sextante e JZE.
Os cds e dvds são curingas e podem ser mudicais ou filmes (os cds podem ser audiolivros). É legal ouvir a voz de outra pessoa falando quando estou sozinho. Para audiolivros os títulos são mesmos dos impresos. Adquiri o impresso e o audiolivro de Sex And The City em inglês por uma bagatela e a experiência foi satisfatória. Os filmes podem ser de Terror ou Suspense, como Jogos Mortais, A Bruxa de Blair e Paranóia; um clássico, como Psicose; ou uma animação premiada, como as da Disney e da Pixar, estando entre eles Toy Story, Wall-E e A Viagem de Chihiro. Nos musicais, os gêneros que me agradam são New Wave, New Age, Rock, Pop. E os artistas que eu mais gosto são Cazuza, Pitty (só falta o dual-disc de Anacrônico com encarte para completar a coleção), Morrissey, Garbage, The Cranberries, The Cradigans. Gosto muito dos britânicos e dos europeus em geral.
Os aparelhos eletrônicos são os presentes mais caros mas não necessariamente mais interessantes.O que me atrai neles é o avanço tecnológico. Me interessam: smart phones, com suas funções de computador portátil, câmeras fotográficas com mais 6MP (ideal a partir de 12MP) ou um leitor eletrônico, como Kindle ou iPad.
Presentes que não são legais de escolher sem a pessoa que vai receber são roupas íntimas (cuecas e sungas, por exemplo; algumas marcas desconsideram as diferenças anatômicas básicas entre homens e mulheres e o efeito é muito desconforto) e perfumes, que dependem muito do gosto pessoal e do estado de humor.
Na dúvida, cartões-presente da Saraiva, Riachuelo e Marisa são boas opções.
Tenham um feliz Natal , com muitos presentes, e me convidem para os amigos secretos.
 

Pitty aposta na psicodelia em novo CD


Pitty

Image via Wikipedia

Publicado em 14.06.2009, às 16h50, em http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/celebridades/noticia/2009/06/14/pitty-aposta-na-psicodelia-em-novo-cd-190582.php

As músicas pesadas ficam. As baladas ganham cores e texturas diversas, enquanto um sabor psicodélico atiça os neurônios. Aos 31 anos, a baiana Pitty decidiu mergulhar no passado para atualizar o futuro. Em agosto, quando desvendará por inteiro seu terceiro disco de inéditas – ainda em produção no estúdio/casa do baterista e ex-namorado Duda Machado -, a cantora testará mais uma vez a popularidade com seu público.

Desde janeiro deste ano, a rotina do maior nome feminino do rock nacional é a mesma. Shows no fim de semana e 12 horas diárias de experimentos, rabiscos e discussões durante a semana no aconchegante espaço no centro de São Paulo que a cantora chama de ‘factory’. “Enquanto gravo uma voz, o Martin (guitarrista) cozinha, o Spencer (videodesigner) alimenta e edita nosso site, alguém pinta uma tela. Montamos um espaço criativo onde as ideias são fomentadas a todo momento”, fala Pitty, enquanto bate as cinzas de mais um cigarro.

Cantora e banda ficaram quatro anos sem gravar um álbum de inéditas. Para voltar a escrever, Pitty tirou o pó dos inúmeros cadernos de anotação espalhados pelos cantos e juntou a eles um dicionário, livros de filosofia, psicologia e história da arte. “Tive um bloqueio no início, fiquei angustiada. Não me conformava em fazer o mesmo ou pior. Tinha de ser tudo muito melhor”, comenta.

Os assuntos escolhidos para a nova empreitada não diferem muito daqueles já apresentados em seus dois primeiros álbuns de estúdio (Admirável Chip Novo de 2003, e Anacrônico de 2005). Segundo ela, “uma investigação sobre o ser humano como um todo”.

Musicalmente, entretanto, o disco (ainda sem nome definido) apostará na infusão de músicas “para dançar”, baladas psicodélicas com suspiros de Portishead e Velvet Underground, experimentalismo e o peso habitual de suas composições passadas. “Escutei muitas coisas dos selos Motown, Stax, viciei na obra do (produtor) Phil Spector. Existe peso e leveza. É o disco mais psicodélico que a gente fez na vida. Não esperava que fôssemos para esse lado”, explica, enquanto escuta ao fundo músicas refrescantes de Otis Redding e Sam Cookie. Pitty ainda cita uma ária de Carmem, de Bizet, que inspirou Água Parada, e uma frase de Marcel Proust na canção Medo. “Vamos brincar com tudo. Gravei chuva, maracas, sinos, guizo, palmas, uma voz debaixo da goiabeira.”

Para quem a conhece de outros tempos, Pitty parece muito mais relaxada e certa daquilo que está fazendo. Uma atitude que justifica essa mudança é o ensaio sensual que publicou recentemente em seu site (www.pitty.com.br), onde posa de pin-up “Minha prioridade era mostrar o som e a banda. Agora que isso já está estabelecido, é claro que dá para relaxar mais e usufruir a feminilidade. Amo arte erótica, mas aqui (no Brasil) as pessoas costumam só olhar se o peito está em pé ou se a barriga está boa. Tento canalizar esse tipo de trabalho para lugares nos quais as pessoas encaram como uma forma artística.”

O relaxamento também vem inserido no discurso quanto ao direcionamento do novo disco em relação ao trabalho anterior, que não causou o mesmo impacto que sua estreia. “O fato de o segundo disco não ter sido aceito tão facilmente não reflete em nada agora. O Anacrônico foi o pulo do gato e é um disco infinitamente superior. Se tivéssemos lançado um outro Chip Novo, estaríamos em um mesmo patamar, dançando a mesma dança”, aponta a cantora, que pede insistentemente que sua banda entre na conversa. O guitarrista Martin brinca: “Mas você está falando tão bonito.”

Na tocaia, quando o assunto são as críticas da imprensa escrita, Pitty dispara e ainda “dedica” a música Me Adora (leia nesta página) para parte dos jornalistas: “Existe muita desconfiança com o novo, mas eu já estava ‘caceteada’ com tudo que havia passado em Salvador. Tem jornalista que só gosta de hype, jornalista que quer ser estrela. Estou acostumada.”

Quando questionada sobre os formatos utilizados para o futuro lançamento, a baiana, que hoje namora o baterista do NX Zero, Daniel Weskler, agita-se ao falar do vinil. Além de ganhar a plataforma “anacrônica” pela primeira vez, o CD será disponibilizado também digitalmente e para celulares. Nos shows recentes, quatro músicas têm sido apresentadas para o público: Medo, Água Parada, Rato na Roda e Pra Onde Ir. “É uma forma de testar e decidir quais devem entram no novo álbum”, diz Martin, quebrando o silêncio.

Da turma do novo rock feito no País, Pitty não enxerga similaridade sonora em nenhum outro artista, novo ou velho. “Não fazemos parte de nenhuma cena. Viemos de Salvador, onde o rock é algo muito fragmentado.” A cantora, porém, vê na solidão uma forma de congraçamento com os outros nomes que chegaram a São Paulo na mesma época e situação. “Cachorro Grande, Dead Fish, Nação Zumbi e Cascadura são a nossa turma”, argumenta.

Se o novo disco vai agradar aos fãs daquela Pitty que estourou na MTV em meados desta década, a artista não sabe nem quer prever nada: “Não acredito que você possa fazer arte de uma maneira tão racional. Fazer arte pensando em que lugar ela tem que ocupar no imaginário das pessoas ou no mercado é publicidade, não é música.”

Fonte: AE

Linkin Park – Crawling


Crawling in my skin,
These wounds they will not heal,
Fear is how I fall,
Confusing what is real

There’s something inside me that pulls beneath the
surface,
Consuming, confusing,
This lack of self control I fear is never ending,
Controlling
I can’t seem
To find myself again,
My walls are closing in,
(Without a sense of confidence,
I’m convinced that there’s just too much pressure to
take)
I’ve felt this way before,
So insecure

Crawling in my skin,
These wounds they will not heal,
Fear is how I fall,
Confusing what is real,

Discomfort endlessly has pulled itself upon me,
Distracting, reacting,
Against my will I stand beside my own reflection,
It’s haunting,
How I can’t seem,
To find myself again,
My walls are closing in,
(Without a sense of confidence,
I’m convinced that there’s just too much pressure to
take)
I’ve felt this way before,
So insecure…

Crawling in my skin,
These wounds they will not heal,
Fear is how I fall,
Confusing what is real…(2x)

There’s something inside me that pulls beneath the
surface,
Consuming,Confusing what is real…
This lack of self control I fear is never ending,
Controlling, Confusing what is real…