Ver TV é uma obrigação


A maioria das pessoas na internet assiste os reality shows pelo prazer de falar mal desses programas. Não há nada de bom que possa ser aproveitado na maioria deles e o grande esporte é exatamente apontar os erros e todos os pontos negativos que os fazem ser produtos nocivos e de baixa qualidade.
Este prazer, porém, não é extasiante: não causa euforia ou nenhuma sensação sublime. Este prazer é aquele mesmo que se sente ao mergulhar a mão na água gelada depois de ter-se ferido com uma fôrma quente e pesada ao retirar um bolo do forno.

As pessoas não gostam realmente de assistir televisão: nem quem assiste TV aberta nem quem assina canais fechados. Ambos lamentam o conteúdo que recebem e choram por não poder “subir de nível”. Todos assistem pela obrigação de ter um assunto sobre o qual todos possam discutir em uma conversa.

O engraçado é que essa programação é elaborada pelos “donos do poder”, que têm um objetivo direto e específico com isso. Só que esses mesmos “donos do poder” reclamam dos efeitos causados na intelectualidade, cultura, educação, ética e moral da população.
E quem são os “donos do poder”?

Dowglasz Abjhörsky.

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Big Brother Brasil 13


Um carpete groselha numa kitnet toda branca.

Programa de televisão perdeu 10 anos de oportunidades de ser referência em moda-casa e desenho de intereiores no Brasil.

O programa produzido pela Rede Globo e de propriedade da Endemol, chegou à sua décima segunda edição ainda com muitos adeptos, mas com muitos críticos contra o programa. A verdade é que os televisionários já estão saturados do formato, que é praticamente o mesmo, sem novidades aparentes, desde a primeira edição, há dez anos. Sim, “apenas” dez anos porque o reality show foi exibido no Brasil pela primeira vez em 2002, com duas edições nesse e no ano seguinte.

Em 2013 a emissora exibirá a décima terceira edição, o que se deduz pelas seletivas (que duram um ano inteiro) estarem acontecendo pelo país. Há quem acredite nesse como um número de má sorte, mas estudiosos garantem que é o contrário, particularmente para comunicações. Isso, porém, não interfere na saturação. Vale enfatizar que o jogo oferece premiações milionárias, tanto para os participantes quanto para os investidores (através do retorno oferecido pelo merchandising e campanhas veiculadas nos intervalos do programa). E esses investidores não terão o mesmo interesse se a satisfação em ficar com a TV ligada de terça a segunda das 22:00 às 23:00 for a mesma das tardes de Domingo.

O que o Big Brother Brasil traz de comum entre todas as edições são mudanças na casa: sempre diferente, desde a decoração, passando por todo o mobiliário, até alguns cômodos. Em 2012 tentou-se sugerir uma ducha ecologicamente correta mas a sugestão, na verdade, foi que o “ecologicamente correto” é algo indesejável e obsoleto: era um chuveiro à manivela, que daria certo tempo de água quente de acordo com as voltas que se dava na alavanca. Erro pré-escolar (para evitar ofensas aos estudantes do Ensino Fundamental I, equivalente ao antigo primário) que não deve ser repetido senão pelos comediantes.

Ora, se todo ano a Globo apresenta uma casa nova, inclusive depois de fazer suspense, por que não apresentar algo que seja realmente surpreendente? Quero dizer, surpreendente no bom sentido – já que todos ficam surpresos com as babaquices que são mostradas. O BBB sempre teve tudo pra isso e deveria efetivamente ser um dos momentos mais esperados pelos designers, pela indústria da “moda-casa”, pelos compradores compulsivos de mobília, obras de arte, tintas de parede, pia, torneira, telhado, tapete, almofada, travesseiro… “Big Brother Brasil” deveria ser um “Fashion Home & Design” da TV brasileira. Aliás, se quiser manter a audiência e a popularidade do programa, é melhor pensar muito bem nisso porque mal chegava a metade da última edição e já rolava abaixo assinado pelas redes sociais pra tirar o programa do ar – independente do episódio “c* de bebo(a) não tem dono” (apesar de alimentado por ele).

Dwsz.

Mais um voto!


big boss

Image by aye_shamus via Flickr

Concordo que o programa deveria ter essa proposta, mesmo que fosse em apenas uma edição. (Peço desculpas se estiver citando uma sugestão que nunca foi dada, pois não li toda conversa. A primeira que meus olhos leram me transmitiram essa mensagem e eu prontament concordei com ela)

Uma edição interia onde os participantes não teriam acesso a cigarros ou a bebidas alcoolicas. Talvez até um dos lados tivesse que ser “ahimsa” (não-agressão), sendo impedido de comer carne, por exemplo. A segunda sugestão é bem radical… talvez pudesse ser só um castigo do Big Boss, sem problemas. Todos esses elementos formariam um pacote completo e perfeito para um dignissimo reality show. E ainda contaria (obviamente) com participantes de duas categorias: os que acreditam que isso seria o “nirvana” (paraíso), um presente; e os que acreditam que isso seria uma tortura!!! Dividindo a casa de forma que todos os grupos tivessem membros de ambas as cetegorias, haveria muita disputa, inclusive interna, para continuar no paraiso ou para fugir desse inferno. O premio final seria só mais um atrativo. Sem duvida esse formato ainda traria muitos atrativos à própria Endemol/RedeGlobo/Bo​ninho: a possibilidade de falar sobre anorexia, bulimia e vigorexia; filosofias de não-agressão; vegetarianismo, veganismo, naturalismo, e diversos outros ismos… Muitos desses temas estão entrando em voga ou já deveriam estar sendo tratados mais abertamente.

Esse Big Brother valeria a pena assistir.

Infelizmente eu não poderei nem me inscrever porque tenho dois contratos dos quais eu não abriria mão. Quem sabe em quatro anos, quando o ultimo contrato tiver sido cumprido? A Anamara abriu mão da corporação… Mas eu não quero escolher, eu quero associar. #Mais4Anos

Dwsz.

Postado originalmente na discussão da matéria Inscrições para o BBB 12 começam em abril.