Eike Sensacionalismo!


SOMOS TODOS IGUAIS PORQUE SOMOS TODOS DIFERENTES. MESMO NAS DIFERENÇAS SOMOS SEMELHANTES E MESMO NAS SEMELHANÇAS SOMOS DIFERENTES. ISSO É TÃO DIFÍCIL QUE EU PRECISO PERGUNTAR: POR QUE NÃO PODEMOS APENAS “SER”?
Que nojo desses homossexualistas!!! Mas o que importa é fazer a propaganda bem feita, veicular massivamente e vender (MUITO) o produto.
Admito que não sou fã de quadrinhos (mas coleciono Luluzinha e tenho as 13 primeiras edições de Blade – A lâmina do imortal) mas não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de um super-herói. Aliás, eu não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de ninguém – exceto quando da inscrição em sistemas de cotas para subcompetentes, onde o máximo de discriminação é necessário. Dificilmente alguém vai me convencer que, “naturalmente”, as pessoas são bissexuais mas costumam assumir uma das posições dicotômicas da sexualidade devido a pressões da sociedade. Defendo que o mesmo motivo faça as pessoas dormirem à noite e passarem o dia todo acordadas (coisa que, pra mim, é uma tortura).
Tá, tudo bem, o super-herói, além ou apesar de ser um qualquer-coisa muito frustrado (por isso usa fantasias para esconder sua identidade) ainda tem uma vida social. Se tem vida social, também “conhece pessoas”. E que diferença faz se essas pessoas são do mesmo sexo, de sexo diferente ou de “difícil definição”? Claro que isto é uma pergunta retórica: faz toda diferença na campanha de marketing!
De novo, eu tenho nojo dessas coisas, então prefiro não comentar muito mais. Acho apenas que os marketeiros e os que contratam seus serviços deveriam ter mais respeito pela humanidade. Sim, claro que devem haver personagens gays nas estórias, afinal isso é uma condição restritiva (a dicotomia) que cabe aos humanos. Mas também cabe aos humanos fugir de condições robotizantes e isso deve fazer aparecer personagens bissexuais ou de sexualidade não-declarada (apenas para fugir dessa discussão estéril e voltar ao que realmente interessa ou simplesmente pra bater bem forte a porta na cara desses homossexualistas que sequer entendem “psi” da psiqué humana), que não têm emprego formal, que abusam de drogas, que consomem produtos pirata, que não dormem nunca, “greenpeacers”…
O que mais me aborrece mesmo é o objetivo dessas discriminações. Nada além de separar, isolar e segregar as pessoas pode ser esperado como resultado disso. Sim, haverá conscientização das diferenças, mas apenas porque ela é necessária para a segregação. Sinto saudades de uma época em que a propaganda da TV dizia que a cara do Brasil era a cara do mundo, que o provo brasileiro era miscigenado e que isso era motivo de orgulho. Mantenho o desafio aos fashionistas de usar peles: brancas, amarelas, laranjas, vermelhas, rosas, verdes, azuis, marrons (MUITOS TONS DE MARROM), pretas… Essas são as cores da pele humana e uma pessoa normal não tem apenas uma.
Aos homossexualistas peço que mantenham distância porque suas posturas dão-me asco. Aos racialistas peço que tentem ser mais racionalistas. Aos marketeiros… Deixa pra lá.
Dwsz

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HQs ajudam divulgação científica


Maurício de Souza in Brasília (July, 2003) wit...

Image via Wikipedia

Agência Fapesp [09/03/2008]

São Paulo – Antes vistas como subliteratura, as histórias em quadrinhos podem ser um importante instrumento na divulgação científica e no ensino de ciências em salas de aula. A conclusão é da bióloga Claúdia Kamel, do Departamento de Inovações Educacionais do Instituto Oswaldo Cruz, que analisou o potencial educacional de cerca de 400 histórias em quadrinhos da Turma da Mônica, de autoria de Maurício de Sousa.

A proposta, feita para dissertação de mestrado, era verificar se gibis poderiam ser usados como subsídios didáticos para introduzir, elaborar e complementar conhecimentos científicos. “É preferível usar, como apoio, materiais que as crianças já lêem. Os quadrinhos são publicações acessíveis a grande parte da população, podendo, portanto, ser trabalhadas em contextos diferenciados, tanto em escolas públicas como nas particulares”, disse.

Segundo o estudo, as publicações escolhidas contemplam os três grupos temáticos que são trabalhados nas aulas de ciências naturais do ensino fundamental brasileiro, com base nos Parâmetros Curriculares Nacionais: ambiente; corpo humano e saúde; e ciência e tecnologia.

Das 392 revistas da Turma da Mônica analisadas (que incluem títulos dos personagens Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento), 274 apresentavam referências aos tópicos em questão, sendo o tema “ambiente” o mais citado (em um total de 162 gibis).

“Muitos têm a percepção de que a tecnologia está estritamente ligada aos artefatos de última geração da atualidade, e não a todos os artefatos desenvolvidos para a melhoria da condição de vida humana.”

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