Uma vida morna


Isto é uma obra de ficção, apesar da muita semelhança com alto percentual de relatórios médicos.

 

Filho de Dona Norma, no maternal teve uma Pró Norma. Na escola, colégio e faculdade existiram professora, diretora e reitora com Norma em alguma posição do nome. Desistiu do emprego quando uma colega de trabalho foi promovida e passaria a ser sua nova chefe. O nome dela era Norma e se apresentou entregando a nova cartilha da ABNT. Rasgou o documento declarando que havia se cansado de tantas Normas controlando a vida dele.

Até a água do banho estava sendo bem gelada para evitar confusões. Nunca na história dessa clínica tivemos um paciente tão bom.

Dra. Norma de Oliveira
Psicóloga

Verborragia curricular acadêmica


Como é possível estudar #zoologia sem #botânica? #ecologia Como se fala de #ecossistema sem #geografia? Que respaldo tem um geógrafo sem a #História? Pra que serve a História sem a #Sociologia? Como se entende sociologia sem #Filosofia? Pra que filosofar sem #metafísica? Como testar a #Física sem conhecimentos de #Química? Aprendendo química, quem não se interessa por #Psicologia? Por que psicólogos não pedagogos? Mais #pedagogia e menos #demagogia, por favor!
Dwsz

A humanidade e a monogamia, uma breve análise leiga (introdução-convite a pesquisa)


Atividades monogâmicas são obviamente incompatíveis com a bissexualidade. Assim sendo, a homossexualidade (que fere os princípios reprodutivos) ainda é mais tolerável que a bissexualidade (que fere os princípios monogâmicos do matrimônio, muito mais valorizados).

Por muito tempo os homossexuais foram discriminados por lhes serem atribuídos a depravação, a vulgaridade e a promiscuidade. O primeiro paradigma quebrado foi o da perversão, levando à substituição do sufixo “-ismo” (de conotação patológica) pelo sufixo “-idade” (de conotação comportamental).

O ideal monogâmico explicaria a imposição ou da heterossexualidade ou da homossexualidade (e seus decorrentes conflitos egodistônicos) na teoria da “bissexualidade natural”, que diz que, não fossem os padrões impostos por uma sociedade ou cultura, ou “livremente”, a maioria das pessoas seria bissexual.

Dwsz

Você já foi preso? Você já foi internado?


Sim, já fui preso sim. Internado não, porque eu não estava fazendo tratamento: estava cumprindo pena.

Eu fui detido várias vezes desde 2004 – em alguns anos mais de uma vez. A última vez foi no ano passado, em 2011, mas fui liberado na mesma noite.

Eu cumpri as penas de privação de liberdade num manicômio judiciário, ali na Narandiba, também conhecido como Juliano Moreira. O crime que eu cometi eles não divulgam, mas eu acredito que tenha sido pensar. Pensar é um crime hediondo! Está na Lei.
Certa vez eu estava pensando tanto que estava fazendo muitas perguntas – e questionar é um atentado contra o Sistema, também está na Lei. Eu estava fazendo tantas perguntas que precisava ser contido. Por isso meu pai parou o carro no estacionamento do Extra Paralela e tentou me segurar, mas ele é velho, sedentário e caquético – apesar de, agora, ele estar engordando muito -, então foi muito fácil dar um impulso pra trás e cair de costas em cima dele. Ele ficou inconsciente por alguns dias e, naquela hora, bastaria um chute na cabeça pra findar o coitado mas, como se diz por aí, “eu não esmago mosca morta”. Ou será “eu não chuto cachorro morto”? Tanto faz. E os PsiCops nem demoraram muito pra chegar.
O caso é que, se ele morresse, eu poderia até tentar alegar legítima defesa – afinal as câmeras de vigilância registram apenas imiagens e não áudio, seria muito fácil dizer que eu me defndi porque ele estava me agarrando pelas costas – mas, como eu disse, ele já estava velho, caquético e sedentário. Assim, além de responder pela reincidência nos crimes anteriores (já citados acima) eu ainda responderia por homicídio culposo (aquele em que se assume o risco de matar).

Quando as infrações eram mais leves (eram sempre pensar e questionar, mas tomavam propórções menores), nesses casos a pena era de privação parcial de liberdade, que eu cumpria no CENA (serviço anexo ao Juliano Moreira) ou no que hoje se conhece como Serviços Substitutivos – ou, popularmente, CAPS.

O mais importante para voltar à liberdade, algumas vezes com bônus de redução da pena, é participar do programa de cobaias experimentando novas drogas das quais não se conhece os efeitos colaterias nem o sistema de ação. Há alguns que, depois de experimentar algumas dessas drogas, sofrem lesões no cérebro que os torna incapazes de retomar as atividades normais na sociedade. Esses são conhecidos como “aposentados” ou, porpularmente, “inválidos” ou “incapazes” mesmo (mas esses dois com sentido pejorativo). Há outros ainda que sofrem reações tão fortes que não sobrevivem. Oficialmente são registrados como “suicidas” mas, em termos técnicos, chama-se isso de “hipersensibilidade”. Mas são casos raros: apenas 5 entre 7 de todos que usam as drogas.

*PsiCop -> Polícia Mental
Dwsz.

Febrace – “Quem é Louco?” ou “American Waste of Life”?


Astronaut Buzz Aldrin during the first human l...

Image via Wikipedia

Tenho uma proposta deprojeto para a Febrace 2011/12 e preciso de colaboradores. Como orientador já escolhi Theo BArreto, do Ifba, mas devo precisar de um co-orientador e demuitos colaboradores.

O tema seria The American Waste Of Life, mas ficaria muito extenso e devo tratar dele mais tarde. O novo tema “QUEM É LOUCO” está mais próximo e dispensa tantas viagens para abrangência que eu quero.

Muitos autores já dissertaram sobre o tema e isso me dá a opção de fazer “pesquisas sobre pesquisas” mas eu ainda prefiro fazer minhas próprias pesquisas (observe que posso juntar os dois).

Mas o mais difícil mesmo vai ser encontrar alguém que possa colaborar diretamente com o projeto. Vocês leitores podem me ajudar com comentários e sugestões. Farei atualizações regulares por aqui arespeito disso. Aguardo as participações dos leitores e visitantes. Critiquem meu trabalho e sugiram fontes.

Abraço.

Dwsz.

ESTOU MORRENDO CADA DIA INTENSAMENTE


“Morrendo e aprendendendo”;”Quanto mais se morrre mais se aprende”; “Quanto maior sua existência, mais longa sua morte”.
Essas foram as ideias mais importantes dessa semana para mim. Foram apresentadas por quem não poderia me ensinar menos do que o mais importante – minha mãe.
“Morrendo cada dia intensamente” seria o status perfeito para Facebook ou MSN Messenger.
A cada dia se aprende alguma coisa – nova ou velha, independente do ponto de vista (ou, a depender do ponto de vista, tudo é velho) – e se aprende porque se morreu naquele dia. A morte deixa os melhores ensinamentos às pessoas. Por exemplo: qual forma de governo não é a melhor; quais companhias não são adequadas; quais profissionais deveriam receber melhores salários…
Estou morrendo há pelo menos 21 anos (que pode ser mais a depender do ponto de vista da obstetrícia, por exemplo). Ainda não sei ao certo o que estou aprendendo nessa morte mas, quando eu viver, certamente terei aprendido bem a lição. Espero apenas que meu último dia de morte chegue logo.
Dwsz.

Pedido de desculpas por todos os pedidos de desculpas que eu não deveria fazer mas receber


No início eu não tinha o objetivo de fazer amigos no Ifba. Depois eu fui obrigado a dizer que também não tinha o objetivo de fazer inimigos. E tudo isso foi em vão.
Até esse momento, eu acreditava que, acima de tudo, fazer amigos facilitaria o processo necessário para atingir meus objetivos. Mas eu não preciso mendigar popularidade. E me incomoda todos mendigarem o meu reconhecimento.
Quanto mais eles se mostram inferiores, mais desprezo eu tenho por eles. E no começo era só pena.
Dwsz.

Pedido de desculpas pela segunda semana de aulas


Como pode-se (ou não) imaginar, os problemas que todos tivemos esses dias poderiam ter sido resolvidos com menos acidez. Porém eu, sob influência de alta carga de stress, não fui capaz de fazê-lo.

Há conflitos – alguns internos, alguns externos – que, para poder resolver, eu precisava ouvir a opinião de todos, clara e honestamente. Infelizmente foi necessário haver intervenção externa para que essas opiniões fossem expostas.

Gostaria, sinceramente, que houvesse mais tempo para as discuções. Ainda assim, ao menos para mim, tudo o que aconteceu foi produtivo.

De certo seguirei muitas das sugestões que foram direcionadas a mim, assim como as que foram direcionadas a toda a turma. Mas há umas ou outras que não poderei aceitar por ainda me parecerem incoerentes em algum aspecto.

Espero ter-me feito compreender por aqueles que o necessitam e insisto que os demais devem apenas ignorar.

Sinceramente,

Dwsz.

Pedido de desculpas pela primeira semana de aulas


Splash Screen auf "KDE"

Image by Udo Herzog via Flickr

Caros colegas,

Peço desculpas aos que sentiram-se incomodados com meus inúmeros pronunciamentos, às vezes elaborados e rebuscados.

Trata-se de um comportamento que eu fui obrigado a adotar, depois de passar por certas situações, com a finalidade de evitá-las. Nosso curso, especificamente, tem duração de 4 anos e, em conflito com o que alguns colegas demonstram, consciente ou inconscientemente, EU não disponho de mais do que isso.

Caso nós não caminhemos no mesmo ritmo, ignorem-me sem receio. Em algum momento de nossas existências nos encontraremos de novo. Talvez eu possa ajudá-los. Talvez vocês não precisem mais da minha ajuda (talvez nunca tivessem precisado). Talvez seja melhor ignorar o déjà vu.

Não espero fazer amigos nesta turma – abomino a idéia de viver uma ilusão. Mas será necessário termos acordos, pois, no meio acadêmico ou profissional, precisaremos formar equipes.

Para garantir a defesa de meus direitos/interesses será absolutamente necessário continuar inquirindo e questionando os professores (para evitar atrito, posso evitar aproximação com alguns colegas), pois não posso correr o risco 1- de confiar em uma fonte falsa 2- de ficar com uma dúvida até o dia da reprovação final.

Aos “mudos” só posso sugerir que aproveitem-se dessa minha característica ou que pronunciem-se (sob pena de não obter o conhecimento necessário para a funções a exercer).

Desde já agradeço a contribuição que todos têm feito desde a aula inaugural. Normalmente o maior erro que eu cometo numa leitura, é acreditar que há um erro na minha leitura. Aqui não tem sido diferente. Como habitual, pode haver algumas lacunas que são preenchidas mais tarde, mas elas servem sempre para entender melhor, nunca para mudar a interpretação.

Aqueles que sentirem-se incomodados/ofendidos com minhas análises devem fazer valer seu livre arbítrio e não manter contato comigo. Eu não alimento relações estéreis e, nesse sentido, espero obter reciprocidade.

Quanto aos professores que têm medo dos questionadores, sugiro fazer um curso de reciclagem, pois essa postura é totalmente nociva (para o professor e para os alunos), especialmente em instituições renomadas. Não direciono essa sugestão a ninguém em especial, mas se a carapuça servir, vista-a como fosse sob medida.

Espero, sinceramente, que todos os colegas tirem proveito de todo material (concreto ou abstrato) a ser oferecido.

Amistosamente,

Dowglasz.

Eu não alimento relações estéreis e, nesse sentido, espero obter reciprocidade.
Quanto aos professores que têm medo dos questionadores, sugiro fazer um curso de reciclagem, pois essa postura é totalmente nociva (para o professor e para os alunos), especialmente em instituições renomadas. Não direciono essa sugestão a ninguém em especial, mas se a carapuça servir, vista-a como fosse sob medida.
Espero, sinceramente, que todos os colegas tirem proveito de todo material (concreto ou abstrato) a ser oferecido.

Ninguém…


Por Dowglasz

Eu deixei de viver a minha vida por mim mesmo
Deixei de fazer o meu caminho
Passei tantos anos falando sozinho
Chorando, precisando de carinho
Ninguém foi capaz de responder
O que acontecia, o que eu podia fazer
Ninguém se importou com a minha opinião
Ninguém está tão cheio de razão!

Ninguém é tão grande quanto eu
Ninguém é mais eu do que eu
Ninguém escolhe o que eu devo fazer
Ninguém escolhe se eu vou ser ou não vou ser

depois atualizo com a ultima estrofe