Coelba permanece em greve


Os servidores da Coelba continuam em greve.
O curioso é que eles fazem manifestação pública mas não querem que o movimento seja público, não querem que seja veiculado nem que saia na mídia.
Como eu moro em frente à entrada da sede, eu decidi pegar minha câmera e fazer algumas fotos, como há semanas atrás. Dessa vez perguntaram de onde eu sou mas não só por curiosidade. Mesmo dizendo que sou amador me pediram identificação de imprensa. De forma hostil, uma mulher mais velha, irritada, me ameaçou dizendo “eu não sei de que lado você está, se sair alguma coisa que atinja a gente você não vai gostar do resultado”.
A mera suposição de que eu poderia publicar alguma coisa que os prejudicasse, assim, com fotos casuais e descompromissadas, amadoras mesmo, já é um forte indício do que eu suspeitava mas comentava à boca miúda por ser apenas especulação: que o movimento tem objetivo eleitoral apenas. E que pega “volume” com os funcionários que querem estender as férias, levando a greve até depois do carnaval.
Viva a Bahia.

Dowglasz

Por que não publipost?


Estou ficando assustado com o que tenho encontrado no Google Search sobre publiposts. A maioria dos blogueiros afirma que essa forma de publicidade é nociva à reputação do blog, enquanto os que defendem estão fazendo propaganda de programas de afiliados.

Pronto! É isso que denegride os artigos patrocinados: a relação com os sistemas de pirâmide (que, de tão denegridos, passaram a se chamar “Marketing Multinível” ou “MMN”, nome mais bonito e fantasioso para o mesmo esquema de fraudes). Com esses, somente quem está no topo da pirâmide (os idealizadores) realmente ganham dinheiro. Os outros só gastam o tempo todo. Os primeiros níveis seguintes ainda acreditam porque recrutam outros afiliados mas, a partir desse terceiro nível, a estagnação é notória.

Voltando ao que interessa: jornais e revistas, há bastante tempo, já usam essa modalidade de propaganda. Os investidores vão desde produtos e marcas até partidos políticos e governos municipal, estadual ou federal. O que importa é que o custo é pelo espaço na mídia. Mesmo que seja bonificado com “custo por ação” (comissionado), para aumentar o interesse do publicador, nunca houve uma espécie impressa do “Custo Por Clique”. Os baneres (inclusive outdoors) sempre foram alugados de acordo com o tamanho e o período contratados.

O público jovem passa mais tempo na internet (seja web, seja móvel) do que na frente da televisão. E blogs são mídias sociais muito mais próximas do leitor (porque geralmente são administrados por outros leitores). Isso significa que, já que o público tem interesses em comum com o blogueiro – que é quem selecionará as campanhas veiculadas -, um espaço em blog pode valer mais do que um espaço na TV, no jornal ou na revista.

Dwsz.

Leitor de mídia digital


Eu tenho dito ultimamente que sou preguiçoso na leitura. Isso não é totalmente honesto. É fato que eu escrevo muito mais do que leio… Mas essa “preguiça” de ler e de pensar provém da internet, é coisa da “Era da Informação”.

Ora, é muito simples. Uma vez que há informação demais em toda mídia, é oferecido e misturado o útil, o fútil e o inputil. Aquilo que não tem conteúdo vem tudo de uma vez só. Quando há pouco conteúdo, vem em duas partes e carregar a segunda pode ser perda de tempo. O fútil continua sendo entretenimento, que pode ser o objetivo ou um leve escape para manter o bom-humor e melhorar a produtividade. O útil precisa apresentar seu melhor conteúdo na primeira chamada, convidando o leitor a navegar de página em página (mantendo o bom-humor para garantir a produtividade e, de vez em quando, perdendo preciosos segundos com alguns comentários bobos).

As coisas não mudaram muito do speculo XX ao XXI, na Teoria da Informação ou na Prática da Comunicação; o que mudaram foram os meios. Os jornalistas do século passado passavam horas lendo artigos de colegas em jornais e revistas, lendo livros impressos… E por isso “liam muito”, o que se denunciava nas “bolsas” sob as pálpebras. E eu digo que não leio porque só pego em papel pra escrever?

Assim como aqueles jornalistas, eu produzo mídia: sou bloggeiro, facebookeiro e twitteiro. E para produzir material autoral, ter minhas próprias ideias, eu preciso ler. Mas como, se eu mal toco nos livros da minha estante? Os livros na estante são mídia impressa, do século XX. Ainda é útil (MUITO útil) mas a minha mídia é a digital e, de fato, eu leio bastante material digital. Queira ou não queira, é através de textos na internet que eu me comunico com as pessoas, é nos sites e blogs que eu encontro as informações que procuro. Então eu leio muito, mas não posso contar quantas páginas por dia porque essa leitura não é em papel.

E ainda vai ter (mais) alguém querendo dizer que eu sou viciado em computador ou internet? A discussão vai ser feia.

Dwsz.