Meu pai, ser gay não é crime nem doença


Meu pai,

 

Você sabe que no mundo de hoje a homossexualidade já é bem aceita. Não é nenhuma doença, não é nenhum transtorno psíquico, não é crime. Até a religião ortodoxa está reconceituando “pecado” pra considerar o amor entre duas pessoas.

Hoje em dia alguém só te pergunta “você é gay?” se quiser saber quanto você tem pra gastar, se você vai levar qualquer um ou analisar criteriosamente, se vai comprar o mais barato ou o de melhor qualidade.

Ser gay não significa ser afetado, ser “bicha louca” e “dar pinta” por aí. Até o ator principal daquele seriado que você gostava recusou um pedido pra ir à Rússia por ser gay. Ele RECUSOU! Não foi impedido, não foi barrado nem foi humilhado. Pelo contrário: muita gente aprovou a decisão dele.

Até mesmo uma das minhas irmãs – sua filha – declarou no última dia dos pais, nossa última reunião de família, que é favorável ao casamento entre pessoas do mesmo gênero.

 

Eu não aguento mais viver desse jeito, é muito sofrimento dentro da família.

 

Então, meu pai, por que você não assume seu relacionamento com Ferreira?

Dowglasz.

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A humanidade e a monogamia, uma breve análise leiga (introdução-convite a pesquisa)


Atividades monogâmicas são obviamente incompatíveis com a bissexualidade. Assim sendo, a homossexualidade (que fere os princípios reprodutivos) ainda é mais tolerável que a bissexualidade (que fere os princípios monogâmicos do matrimônio, muito mais valorizados).

Por muito tempo os homossexuais foram discriminados por lhes serem atribuídos a depravação, a vulgaridade e a promiscuidade. O primeiro paradigma quebrado foi o da perversão, levando à substituição do sufixo “-ismo” (de conotação patológica) pelo sufixo “-idade” (de conotação comportamental).

O ideal monogâmico explicaria a imposição ou da heterossexualidade ou da homossexualidade (e seus decorrentes conflitos egodistônicos) na teoria da “bissexualidade natural”, que diz que, não fossem os padrões impostos por uma sociedade ou cultura, ou “livremente”, a maioria das pessoas seria bissexual.

Dwsz

Eike Sensacionalismo!


SOMOS TODOS IGUAIS PORQUE SOMOS TODOS DIFERENTES. MESMO NAS DIFERENÇAS SOMOS SEMELHANTES E MESMO NAS SEMELHANÇAS SOMOS DIFERENTES. ISSO É TÃO DIFÍCIL QUE EU PRECISO PERGUNTAR: POR QUE NÃO PODEMOS APENAS “SER”?
Que nojo desses homossexualistas!!! Mas o que importa é fazer a propaganda bem feita, veicular massivamente e vender (MUITO) o produto.
Admito que não sou fã de quadrinhos (mas coleciono Luluzinha e tenho as 13 primeiras edições de Blade – A lâmina do imortal) mas não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de um super-herói. Aliás, eu não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de ninguém – exceto quando da inscrição em sistemas de cotas para subcompetentes, onde o máximo de discriminação é necessário. Dificilmente alguém vai me convencer que, “naturalmente”, as pessoas são bissexuais mas costumam assumir uma das posições dicotômicas da sexualidade devido a pressões da sociedade. Defendo que o mesmo motivo faça as pessoas dormirem à noite e passarem o dia todo acordadas (coisa que, pra mim, é uma tortura).
Tá, tudo bem, o super-herói, além ou apesar de ser um qualquer-coisa muito frustrado (por isso usa fantasias para esconder sua identidade) ainda tem uma vida social. Se tem vida social, também “conhece pessoas”. E que diferença faz se essas pessoas são do mesmo sexo, de sexo diferente ou de “difícil definição”? Claro que isto é uma pergunta retórica: faz toda diferença na campanha de marketing!
De novo, eu tenho nojo dessas coisas, então prefiro não comentar muito mais. Acho apenas que os marketeiros e os que contratam seus serviços deveriam ter mais respeito pela humanidade. Sim, claro que devem haver personagens gays nas estórias, afinal isso é uma condição restritiva (a dicotomia) que cabe aos humanos. Mas também cabe aos humanos fugir de condições robotizantes e isso deve fazer aparecer personagens bissexuais ou de sexualidade não-declarada (apenas para fugir dessa discussão estéril e voltar ao que realmente interessa ou simplesmente pra bater bem forte a porta na cara desses homossexualistas que sequer entendem “psi” da psiqué humana), que não têm emprego formal, que abusam de drogas, que consomem produtos pirata, que não dormem nunca, “greenpeacers”…
O que mais me aborrece mesmo é o objetivo dessas discriminações. Nada além de separar, isolar e segregar as pessoas pode ser esperado como resultado disso. Sim, haverá conscientização das diferenças, mas apenas porque ela é necessária para a segregação. Sinto saudades de uma época em que a propaganda da TV dizia que a cara do Brasil era a cara do mundo, que o provo brasileiro era miscigenado e que isso era motivo de orgulho. Mantenho o desafio aos fashionistas de usar peles: brancas, amarelas, laranjas, vermelhas, rosas, verdes, azuis, marrons (MUITOS TONS DE MARROM), pretas… Essas são as cores da pele humana e uma pessoa normal não tem apenas uma.
Aos homossexualistas peço que mantenham distância porque suas posturas dão-me asco. Aos racialistas peço que tentem ser mais racionalistas. Aos marketeiros… Deixa pra lá.
Dwsz