Leitor de mídia digital


Eu tenho dito ultimamente que sou preguiçoso na leitura. Isso não é totalmente honesto. É fato que eu escrevo muito mais do que leio… Mas essa “preguiça” de ler e de pensar provém da internet, é coisa da “Era da Informação”.

Ora, é muito simples. Uma vez que há informação demais em toda mídia, é oferecido e misturado o útil, o fútil e o inputil. Aquilo que não tem conteúdo vem tudo de uma vez só. Quando há pouco conteúdo, vem em duas partes e carregar a segunda pode ser perda de tempo. O fútil continua sendo entretenimento, que pode ser o objetivo ou um leve escape para manter o bom-humor e melhorar a produtividade. O útil precisa apresentar seu melhor conteúdo na primeira chamada, convidando o leitor a navegar de página em página (mantendo o bom-humor para garantir a produtividade e, de vez em quando, perdendo preciosos segundos com alguns comentários bobos).

As coisas não mudaram muito do speculo XX ao XXI, na Teoria da Informação ou na Prática da Comunicação; o que mudaram foram os meios. Os jornalistas do século passado passavam horas lendo artigos de colegas em jornais e revistas, lendo livros impressos… E por isso “liam muito”, o que se denunciava nas “bolsas” sob as pálpebras. E eu digo que não leio porque só pego em papel pra escrever?

Assim como aqueles jornalistas, eu produzo mídia: sou bloggeiro, facebookeiro e twitteiro. E para produzir material autoral, ter minhas próprias ideias, eu preciso ler. Mas como, se eu mal toco nos livros da minha estante? Os livros na estante são mídia impressa, do século XX. Ainda é útil (MUITO útil) mas a minha mídia é a digital e, de fato, eu leio bastante material digital. Queira ou não queira, é através de textos na internet que eu me comunico com as pessoas, é nos sites e blogs que eu encontro as informações que procuro. Então eu leio muito, mas não posso contar quantas páginas por dia porque essa leitura não é em papel.

E ainda vai ter (mais) alguém querendo dizer que eu sou viciado em computador ou internet? A discussão vai ser feia.

Dwsz.

Anúncios

Spike Lee fez a coisa certa


Depois de assistir ao filme de Spike Lee que foi indicado pela UFBA (Faça a coisa certa), eu fiquei muito inspirado e vi muitas possibilidades de descrever, a partir dele, os conceitos dos três ensaios que eu estou trabalhando: Racialismo e Interculturalidade, Progressivismo (já publicados no Scribd) e O Despertar Tendencioso – Hipnagogia na sociedade (ainda em produção).

Eu não quis desperdiçar toda essa inspiração e decidi escrever sobre isso. Era pra ser um artigo para o DONQQ, mas ficou tão extenso e descritivo que preferi trabalhá-lo melhor para ser o meu terceiro ensaio. Ele serve como aplicação de conceitos já apresentados e também como introdução à hipnagogia.

Bem, é verdade, eu ainda devo demorar um pouquinho para apresentar o ensaio sobre hipnagogia, já que ele pretende falar sobre o uso dessa técnica pela mídia, sua influência na sociedade e como ele ocorre naturalmente no sono “normal”. Então eu ainda vou ter que estudar e observar bastante até lá.

Visite meu perfil no Scribd e faça o download gratuito dos ensaios publicados.

Dwsz.