Desrespeito nas Lojas Maia


Hoje o gerente da Lojas Maia do Shopping Piedade me tratou como a pessoa que mais me odeia no mundo nunca me tratou.
Quando eu reclamei da falta de preço nos televisores expostos na loja, ele perguntou com arrogância de onde eu era e se eu era do Procon.
Isso tudo aconteceu uma semana depois de um vendedor me dizer que os produtos tinham acabado de chegar e que seus preços estariam afixados na segunda-feira (três dias atrás). A ocorrência foi registrada e eu espero, sinceramente, que toda a rede seja impedida de continuar funcionando no país. A informação clara das características e dos preços dos produtos é um direito do consumidor e nenhum lojista tem o direito de aliená-lo seja qual for a justificativa.

A onça catucada com vara curta reage com CDC


Estou cansado de ir nas lojas e ser tratado com arrogância pelos vendedores, não encontrar os preços das mercadorias ou encontrar produtos com validade vencida.
Tudo isso são atentados ao meu direito de consumidor. Mas hoje em dia – surpresa! – os vendedores não precisam dos compradores. Por ser um leigo em marketing, eu não saberia explicar como acontece. Até então eu acreditava que o cliente tinha sempre razão e, se saísse do estabelecimento insatisfeito, o vendedor não teria cumprido corretamente sua função. Ultimamente tenho percebido que esta filosofia é anacrônica e não corresponde mais à realidade.
Quando eu procuro o preço de determinada mercadoria, não encontro e questiono o logista a respeito, a resposta vem em forma de olhar de desprezo (às vezes é raiva) e entonação arrogante. Qualquer dia eu “saio na mão” com um desses.
Imediatamente, não há nada que possa ser feito a respeito já que, em casos como esses, o consumidor consciente vai desistir de comprar nessa loja e não terá provas como nota fiscal. É possível, no entanto, exigir satisfações do gerente e notificar a administração do shopping.
Segundo o projeto de lei 5967, o shopping também tem responsabilidade – por isso também deve responder – sobre os atos infracionais cometidos pelas lojas.
A burocracia para o atendimento no Procon pode fazer expirar os argumentos de quem se sente lesado mas não tem amplos conhecimentos jurídicos. Apesar disso ainda vale a pena procurar os diretores das lojas e shoppings, havendo casos em que a formalização do processo pelo Procon ainda se faz necessária.
Não iludam-se achando que esses problemas aparecem no fim do com por causa do aumento no movimento. Esses problemas sempre existiram onde estão aparecendo agora e o que nós vemos, como se diz, é a ponta do iceberg.
Procure seus direitos, informe-se, fiscalize, denuncie.