Pitty Stop: banda em recesso + artista em pseudo-crise = fãs em pânico


Compor é como vomitar. Quando você sabe que não vem é porque você sabe que precisa vir. E aí você fica encarando a privada, estimulando os movimentos peristálticos em reversão… e quando vem é pra valer, sai tudo que tinha que sair quase de uma vez, algumas vezes e, inclusive, quando você acha que já botou pra fora tudo que tinha lá dentro, ainda sai mais alguma coisa. Só depois você diz “agora sim!” e vai descansar. Ou voltar prà festa.

Eu tenho pena das pessoas que ouviram apenas dos boatos e daquelas que espalharam esses boatos por não saber ler e interpretar. No ano que vem completaremos 10 anos de Admirável Chip Novo e a Deckdisc não deve deixar passar em branco. No blog a Pitty diz que sua banda entrou em RECESSO. Seriam férias (coletivas) se não houvessem tantos projetos paralelos. O mais notório é o Agridoce, mas o assunto aqui ainda é a banda homônima à vocalista.

Todos sabemos que Pitty só lança material nos anos ímpares – seja por superstição, marketing ou “o tempo das artes”. Assim foi com o Admirável Chip Novo e com o Lado Z (2003), o Anacrônico (2005), o {DES}Concerto (2007), o Chiaroscuro (2009) e A Trupe Delirante no Circo Voador (2011). Houve uma exceção em 2004, que foi o Admirável Vídeo Novo, mas não sei se devo considerar à parte do ACN.

“Pode ser amanhã ou daqui a tempos”. Não importa. O que importa é que vai ter material novo em 2013, inédito ou comemorativo.

Se você rejeita a ideia de estimular o vômito, de enfiar o dedo na garganta e despejar no vaso, talvez você também rejeite a ideia de pegar três ou quatro fórmulas, bolar um hit redondinho com o que você sabe que funciona… Nesse caso, considere reler o primeiro parágrafo.

Dwsz.

» A Onda PITTY.

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Professor Cabreiro


É… o professor Cabrera é cabreiro!!! AHahAHahAHahAH

 

Há muito eu quis escrever algo realmente importante mas não conseguia nada muito grandioso. Participar do I CONEF pra mim foi uma experiência muito gratificante e exaustiva. Eu pude dialogar com muitas pessoas que pensam como eu – ao mesmo tempo!!! – ao passo que estava entregue a um sedentarismo filosófico. Eu já havia, há muito tempo, desistido de pensar – porque essa é uma atividade que exige muita energia e que é extremamente nociva quando se torna repetitiva.
Nesse fim de semana eu me senti como há anos eu não me sentia. Para ser franco, como eu havia deixado de sentir com a minha primeira internação. Desde então foram anos de conflitos diversos – aqueles que todos têm naturalmente, aqueles que todo filósofo tem por vocação e aqueles impostos pelos brainwasher. Desde a primeira dose de tarja preta e me senti oco, perdido, vazio, atordoado… Eu nunca soube viver sem meu brainstorm. No I CONEF eu me senti de volta a um lugar de onde eu nunca quis ter saído, de onde eu nunca escolheria ficar afastado, um lugar que eu não consigo definir como objeto de estudo ou parte do meu ser.
Com as problemáticas e solucionáticas propostas eu fui capaz de fazer algo que eu cheguei a acreditar nunca mais ser capaz de fazer: me identificar, em inserir, me enxergar, me polir, me entender, me conhecer, me analisar, me ser, me ter, me estar, me sentir…
O processo de alienação é tão complexo que precisa de anos para ser desenvolvido, mas tão frágil que pode ser quebrado em alguns instantes.
Agradeço a todos que tiveram contato comigo nessse evento.
Dwsz.

Pedido de desculpas pela segunda semana de aulas


Como pode-se (ou não) imaginar, os problemas que todos tivemos esses dias poderiam ter sido resolvidos com menos acidez. Porém eu, sob influência de alta carga de stress, não fui capaz de fazê-lo.

Há conflitos – alguns internos, alguns externos – que, para poder resolver, eu precisava ouvir a opinião de todos, clara e honestamente. Infelizmente foi necessário haver intervenção externa para que essas opiniões fossem expostas.

Gostaria, sinceramente, que houvesse mais tempo para as discuções. Ainda assim, ao menos para mim, tudo o que aconteceu foi produtivo.

De certo seguirei muitas das sugestões que foram direcionadas a mim, assim como as que foram direcionadas a toda a turma. Mas há umas ou outras que não poderei aceitar por ainda me parecerem incoerentes em algum aspecto.

Espero ter-me feito compreender por aqueles que o necessitam e insisto que os demais devem apenas ignorar.

Sinceramente,

Dwsz.

CENA pro saco


O que antigamente era chamado de Centro de Convivencia de Narandiba, conhecido por CENA, NuDia (ou Hospital-Dia), do Hospital Juliano Moreira, foi criado a partir da idéia antimanicomial.

A idéia é que só sejam internados aqueles pacientes que oferecem risco a si ou aos de seu meio.

Mas o que acontece é que (dizem-se) profissionais despreparados manipulam o sistema interno como bem entendem e simplesmente derrubam o movimento antimacomial. Quem chega ali sai melhor por um único motivo: chegou ali em crise. Pode-se observar muito bem isso porque muitos voltam periódicamente (em nova crise).

O CENA é um prédio anexo ao Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, no bairro Narandiba, em Salvador.