Ver TV é uma obrigação


A maioria das pessoas na internet assiste os reality shows pelo prazer de falar mal desses programas. Não há nada de bom que possa ser aproveitado na maioria deles e o grande esporte é exatamente apontar os erros e todos os pontos negativos que os fazem ser produtos nocivos e de baixa qualidade.
Este prazer, porém, não é extasiante: não causa euforia ou nenhuma sensação sublime. Este prazer é aquele mesmo que se sente ao mergulhar a mão na água gelada depois de ter-se ferido com uma fôrma quente e pesada ao retirar um bolo do forno.

As pessoas não gostam realmente de assistir televisão: nem quem assiste TV aberta nem quem assina canais fechados. Ambos lamentam o conteúdo que recebem e choram por não poder “subir de nível”. Todos assistem pela obrigação de ter um assunto sobre o qual todos possam discutir em uma conversa.

O engraçado é que essa programação é elaborada pelos “donos do poder”, que têm um objetivo direto e específico com isso. Só que esses mesmos “donos do poder” reclamam dos efeitos causados na intelectualidade, cultura, educação, ética e moral da população.
E quem são os “donos do poder”?

Dowglasz Abjhörsky.

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Vale a Pena Ver de Novo: Coelba em Greve


Funcionários da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia fazem nova manifestação na Edgard Santos, no Cabula.

Funcionários da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia fazem nova manifestação na Edgard Santos, no Cabula.

Os funcionários grevistas, que fizeram nova manifestação hoje, parecem participantes de um workshop no momento do coffee-break: agrupamentos dispersos, não identificados, conversando sobre quaisquer banalidades.
O líder sindical, com o microfone do carro de som, fala pra ninguém. Não há qualquer um que preste atenção, nem colegas nem transeuntes. Os populares simplesmente continuam andando sem entender o que está acontecendo.
A greve não tem 100% de adesão e aqueles que decidem trabalhar são chamados de “fura-greve”, “puxa-saco do patrão”, “traidor da categoria” através do mesmo microfone que é contada a história da música “três-três passará”. E mais um ataque é feito, reprovando aqueles que buscam o sindicato após receber uma demissão.
2014 é ano de eleição e eu já conheço essa novela desde o Congresso Estudantil da UNE/UJS em 2009, com reprise no IFBA em 2011.

Dowglasz.

Ninguém comprará a nossa luta


Movimentos sociais são iniciados, ordenados e liderados por membros da sociedade. Mas, quando são por mudanças importantes na sociedade (“pena privativa de liberdade para maltratadores de animais” será nosso exemplo ilustrativo) é necessário que alguém “compre” essa “luta”, afinal é necessário que sejam formuladas leis para isso, e seria importante a opinião de médicos veterinários (e clínicos também) e donos de pet shop, além de outros criadores e tantas outras categorias. Ora, se nem esses e nem a Sociedade Protetora dos Animais comprarem essa luta… Pra onde vai esse negócio?

Anarquia ou anarquismo? Manifestantes declaram desinteresse nas mudanças: rebeldes ficariam sem causa.

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A água da loucura


Extraído do livro Veronika Decide Morrer, do escritor brasileiro Paulo Coelho. Trecho em que a personagem Zedka, uma interna do manicômio de Villete, conta a Veronika a estória do mago que jogou “poção da loucura” num poço de onde todo o reino bebia água.

Um poderoso feiticeiro, querendo destruir um reino, colocou uma poção mágica no poço onde todos os seus habitantes bebiam. Quem tomasse aquela água, ficaria louco.

Na manhã seguinte, a população inteira bebeu, e todos enlouqueceram, menos o rei – que tinha um poço só para si e sua família, onde o feiticeiro não conseguira entrar. Preocupado, ele tentou controlar a população, baixando uma série de medidas de segurança e saúde pública: mas os policiais e inspetores haviam bebido a água envenenada, e acharam um absurdo as decisões do rei, resolvendo não respeita-las de jeito nenhum.

Quando os habitantes daquele reino tomaram conhecimento dos decretos, ficaram convencidos de que o soberano enlouquecera, e agora estava escrevendo coisas sem sentido. Aos gritos, foram até o castelo e exigiram que renunciasse.

Desesperado, o rei prontificou-se a deixar o trono, mas a rainha o impediu, dizendo: “vamos agora até a fonte, e beberemos também. Assim, ficaremos iguais a eles.”

E assim foi feito: o rei e a rainha beberam a água da loucura, e começaram imediatamente a dizer coisas sem sentido. Na mesma hora, os seus súditos se arrependeram: agora que o rei estava mostrando tanta sabedoria, por que não deixa-lo governando o país?

O país continuou em calma, embora seus habitantes se comportassem de maneira muito diferente de seus vizinhos. E o rei pôde governar até o final dos seus dias.

Dwsz.

Publicidade no Facebook é uma farsa


Publicidade no Facebook não é tiro ao alvo, mas roleta russa.

Atenção investidores: FACEBOOK É UMA MERDA!

Apesar de todos os dados que o site coleta sem o meu pleno consentimento, eu só vejo anúncios que me desagradam. Poucos são os que eu considero consumíveis* e nenhum deles atinge o nível de clicável.

A Rede Azul não filtra as campanhas de forma a apresentá-las preferencialmente a potenciais novos clientes. Se o Facebook faz algo parecido com isso, é exatamente o contrário.

Dwsz.

*”consumíveis” refere-se às próprias campanhas, e não necessariamente aos produtos que pretendem vender embora frequentemente exista essa combinação.

Suicídio coletivo na boate Kiss – previsão sobre os fatos seguintes


Eu estou tendo uma visão nesse momento. MOMENTO CLARIVIDÊNCIA:

O suicídio coletivo de centenas de jovens na boate Kiss, em Santa Maria, continuará sendo maldosamente interpretado como acidente. Os interesses capitalistas que fervem com a proximidade da Copa do Mundo prevalecerão sobre a importância de falar sobre o que levaria tantos universitários a se matar juntos.

O alarme soará por muitas semanas e os sensacionalistas exigirão a interdição de 96% das casas noturnas e incluirão alguns outros estabelecimentos na lista. Induzidos à falência, os estabelecimentos serão vendidos para grupos estrangeiros que serão elogiados pelo espaço, estética e segurança, mas também levarão embora o dinheiro brasileiro sem reinvesti-lo no país. Mas todos estarão na festa, se embriagando divertindo e ninguém vai se importar com isso. Algumas dessas novas casas permitirão a aparição de artistas que, antes disso, não vinham a essas regiões – mas sem garantir melhor PIB por causa disso.

As escolas brasileiras, inclusive Institutos Federais e outras escolas técnicas continuarão desinteressadas em realizar treinamentos de emergência. Aliás, essa expressão nunca será mencionada em tais ambientes. Os milhares de mortos por erros básicos na segurança em fábricas, a exemplo do Pólo Petroquímico, continuarão nunca mencionados.

Porra! De que adianta ser clarividente se eu só adivinho o óbvio?

Dwsz.

Riachuelo investe no estilo ultra-retrô alienado “Pesadelo Americano”


Eu pensei que fosse apenas um erro para a televisão, mas a Riachuelo realmente tomou o “American Dream” como a temática da estação (Primavera-Verão).

Alguém pode, por tudo que há de mais sagrado na indústria têxtil, avisar a esses dementes senhores que o “Sonho Americano” é um pesadelo do qual muitas pessoas já acordaram e continuam acordando as outras?

O estilo de vida americano é tão “de última” que nem os próprios estado-unidenses suportam.

O sonho americano é lindo! (quando não se tem mais nada pra fazer além de ficar na frente da televisão)

Nem tudo que funciona no lápis, papel e alucinação dos croquis dos estilistas funciona em pessoas reais – e as “blogayras” com seus publiposts são capazes de provar isso sem fazer esforço.

Esse estilo é incompatível e incoerente com o clima, os hábitos e ideologia brasileiros – sempre foi e atualmente é ainda mais.

Podemos fazer um acordo? 1- deixe o estilo de vida americano para os americanos: eles inventaram isso, eles arquem com as consequências SOZINHOS. 2- deixe os anos 1950 na década de 1950: atualmente estamos no século 21 e o mais importante não é tecnologia que se desenvolveu mas as pessoas que se livraram de maus-hábitos que foram construídos por muitos anos. Ok, a moda é cíclica e é saudável revisitar o passado – mas apenas no sentido de se lembrar dele e não de voltar a vivê-lo como se fosse hoje! Acordem! Isto é uma questão de segurança pública e eu não estou exagerando: inocentemente ou maquiavelicamente, as lojas de departamento estão potencializando a lavagem cerebral que autoridades estado-unidense fazem pelo mundo afim de implantar suas próprias leis e satisfazer exclusivamente seus próprios desejos. Lembrem-se que nos próximos haverão eventos internacionais de grande porte e mesmo os civis menos espertos afirmaram por muito tempo que o Brasil não teria condições de receber tais eventos por não poder investir nas obras. O dinheiro nós ainda não temos, já que nunca tivemos para obras públicas tão importantes por todo nosso território federal – mas as obras para a Copa do Mundo, por exemplo, estão acontecendo e não é com nosso dinheiro: é capital estrangeiro que por nós é administrado sob a forma de empréstimo (cobrado com muitos juros, mesmo que não necessariamente sob a forma de dinheiro – e isso é o que preocupa mais).

Em Salvador temos o prático exemplo do Hotel Hilton, que teve sua obra embargada logo no início, na apresentação do projeto. Não tenho provas da relação entre os fatos, mas qualquer cidadão ou visitante pode notar o que aconteceu com nossa cidade desde então e perceber que as promessas de melhora só apareceram depois das promessas de liberação dessa e de outras obras sumariamente rejeitada há alguns atrás porque os ambientalistas temiam grave alteração na geografia do litoral. Os projetos ou não mudaram ou mudaram muito pouco, mas as obras estão sendo liberadas. E essas obras, de novo, não são para o povo de Salvador, da Bahia nem do Brasil – primeiro porque não será acessível a eles, segundo porque não corresponderá ao seu estilo. Tudo isso é exclusivamente para os alienígenas que aterrissam em terras tupiniquins para, mais uma vez, escravizar e dizimar os indígenas.

Sinto muito mas eu não terei forças para viver e ver isso.

Obs: “alienígenas” e “indígenas” formam um jogo de dualidade de palavras. O termo “indígenas” é popularmente utilizado para se referir aos nativos brasileiros que, teoricamente, são descendentes diretos daqueles que já habitavam esse território quando os europeus chegaram, e o termo “alienígenas” costuma ser confundido com “extra-terrestres” apesar de poder funcionar como sinônimo. Originalmente, porém, “indígena” refere-se ao indivíduo (ou, figurativamente, objeto) pertencente ao espaço usado como referência, e “alienígena” (já que é seu antônimo) refere-se àquele que é de fora. Sendo assim, em 1500 (segundo narra a história) os indígenas tupiniquins (muito hospitaleiros e ingênuos) receberam os alienígenas portugueses (muitos astutos e execrados em sua terra natal ao ponto de serem lançados ao mar com destino ao “fim do mundo” – já que a terra “era” chata). Sendo assim também, nós (os indígenas terráqueos) tememos uma invasão alienígena (extra-terrestre) por acreditar que todos são como nós e, se vão em excursão a um lugar novo, o principal objetivo “deles” é, primeiro, sondar o local para, posteriormente, dominar o território e destruir todo tipo de vida que ali existe e que poderia representar uma força de resistência à colonização. Fim da aula de gramática.

Dwsz.

A humanidade e a monogamia, uma breve análise leiga (introdução-convite a pesquisa)


Atividades monogâmicas são obviamente incompatíveis com a bissexualidade. Assim sendo, a homossexualidade (que fere os princípios reprodutivos) ainda é mais tolerável que a bissexualidade (que fere os princípios monogâmicos do matrimônio, muito mais valorizados).

Por muito tempo os homossexuais foram discriminados por lhes serem atribuídos a depravação, a vulgaridade e a promiscuidade. O primeiro paradigma quebrado foi o da perversão, levando à substituição do sufixo “-ismo” (de conotação patológica) pelo sufixo “-idade” (de conotação comportamental).

O ideal monogâmico explicaria a imposição ou da heterossexualidade ou da homossexualidade (e seus decorrentes conflitos egodistônicos) na teoria da “bissexualidade natural”, que diz que, não fossem os padrões impostos por uma sociedade ou cultura, ou “livremente”, a maioria das pessoas seria bissexual.

Dwsz

Uma leitura comentada de “Geoengenharia pode destruir azul do céu” – Inovação Científica


Acho que isso responde à pergunta “por que diabos eles querem ‘diminuir o azul’ do céu?”. Muito simples: para proteger o nosso sistema. Não, o ecosistema não, o sistema econômico mesmo.

“Segundo os pesquisadores, os efeitos afetariam diretamente a geração de energia solar, uma vez que uma quantidade de luz muito menor chegaria até os painéis solares.”

Isso significa mais concentração de água? A consagração do mineral como “ouro transparente”?!

“Um outro estudo também já havia demonstrado que o ‘sombreamento’ artificial da Terra pode desacelerar ciclo global da água.”

Eu não acredito que eu seja o primeiro autor de uma teoria que diz que o planeta Terra em si já é um laboratório e foi formado ou ao menos escolhido para tal. Um planeta pequeno e isolado, sem comunicação com o meio exterior, exceto para fins estritamente científicos.

Em aula de Sociologia constatamos que, segundo a Bíblia Sagrada, Deus teria sido o primeiro cientista social da História. E outras teorias afirmam que “Deus” teria sido “alguém de fora”.

Pense no aqui, agora; em nós. Você, enquanto cientista, não cogitaria a possibilidade de “colonizar” um planeta para fazê-lo de laboratório afim de fazer experimentos em “escala global”? Seria semelhante a “colonizar” uma placa de acrílico com bactérias. Eu desenvolvi essa teoria ainda criança. E por que seríamos nós a colonizar e não as cobaias?

“é virtualmente impossível calcular todos os efeitos gerados por uma manipulação do clima em escala planetária.”

Primeiro, o mais óbvio de tudo: TUDO cinza, desde o chão, passando pelas paredes até o céu. Depressão será o normal.

 “Embora nosso estudo não tenha tratado sobre os possíveis impactos psicológicos sobre essas mudanças no céu, eles também devem ser considerados.”

Dwsz.

Geoengenharia pode destruir azul do céu.

Eike Sensacionalismo!


SOMOS TODOS IGUAIS PORQUE SOMOS TODOS DIFERENTES. MESMO NAS DIFERENÇAS SOMOS SEMELHANTES E MESMO NAS SEMELHANÇAS SOMOS DIFERENTES. ISSO É TÃO DIFÍCIL QUE EU PRECISO PERGUNTAR: POR QUE NÃO PODEMOS APENAS “SER”?
Que nojo desses homossexualistas!!! Mas o que importa é fazer a propaganda bem feita, veicular massivamente e vender (MUITO) o produto.
Admito que não sou fã de quadrinhos (mas coleciono Luluzinha e tenho as 13 primeiras edições de Blade – A lâmina do imortal) mas não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de um super-herói. Aliás, eu não entendo a necessidade de declarar a orientação sexual de ninguém – exceto quando da inscrição em sistemas de cotas para subcompetentes, onde o máximo de discriminação é necessário. Dificilmente alguém vai me convencer que, “naturalmente”, as pessoas são bissexuais mas costumam assumir uma das posições dicotômicas da sexualidade devido a pressões da sociedade. Defendo que o mesmo motivo faça as pessoas dormirem à noite e passarem o dia todo acordadas (coisa que, pra mim, é uma tortura).
Tá, tudo bem, o super-herói, além ou apesar de ser um qualquer-coisa muito frustrado (por isso usa fantasias para esconder sua identidade) ainda tem uma vida social. Se tem vida social, também “conhece pessoas”. E que diferença faz se essas pessoas são do mesmo sexo, de sexo diferente ou de “difícil definição”? Claro que isto é uma pergunta retórica: faz toda diferença na campanha de marketing!
De novo, eu tenho nojo dessas coisas, então prefiro não comentar muito mais. Acho apenas que os marketeiros e os que contratam seus serviços deveriam ter mais respeito pela humanidade. Sim, claro que devem haver personagens gays nas estórias, afinal isso é uma condição restritiva (a dicotomia) que cabe aos humanos. Mas também cabe aos humanos fugir de condições robotizantes e isso deve fazer aparecer personagens bissexuais ou de sexualidade não-declarada (apenas para fugir dessa discussão estéril e voltar ao que realmente interessa ou simplesmente pra bater bem forte a porta na cara desses homossexualistas que sequer entendem “psi” da psiqué humana), que não têm emprego formal, que abusam de drogas, que consomem produtos pirata, que não dormem nunca, “greenpeacers”…
O que mais me aborrece mesmo é o objetivo dessas discriminações. Nada além de separar, isolar e segregar as pessoas pode ser esperado como resultado disso. Sim, haverá conscientização das diferenças, mas apenas porque ela é necessária para a segregação. Sinto saudades de uma época em que a propaganda da TV dizia que a cara do Brasil era a cara do mundo, que o provo brasileiro era miscigenado e que isso era motivo de orgulho. Mantenho o desafio aos fashionistas de usar peles: brancas, amarelas, laranjas, vermelhas, rosas, verdes, azuis, marrons (MUITOS TONS DE MARROM), pretas… Essas são as cores da pele humana e uma pessoa normal não tem apenas uma.
Aos homossexualistas peço que mantenham distância porque suas posturas dão-me asco. Aos racialistas peço que tentem ser mais racionalistas. Aos marketeiros… Deixa pra lá.
Dwsz

Você já foi preso? Você já foi internado?


Sim, já fui preso sim. Internado não, porque eu não estava fazendo tratamento: estava cumprindo pena.

Eu fui detido várias vezes desde 2004 – em alguns anos mais de uma vez. A última vez foi no ano passado, em 2011, mas fui liberado na mesma noite.

Eu cumpri as penas de privação de liberdade num manicômio judiciário, ali na Narandiba, também conhecido como Juliano Moreira. O crime que eu cometi eles não divulgam, mas eu acredito que tenha sido pensar. Pensar é um crime hediondo! Está na Lei.
Certa vez eu estava pensando tanto que estava fazendo muitas perguntas – e questionar é um atentado contra o Sistema, também está na Lei. Eu estava fazendo tantas perguntas que precisava ser contido. Por isso meu pai parou o carro no estacionamento do Extra Paralela e tentou me segurar, mas ele é velho, sedentário e caquético – apesar de, agora, ele estar engordando muito -, então foi muito fácil dar um impulso pra trás e cair de costas em cima dele. Ele ficou inconsciente por alguns dias e, naquela hora, bastaria um chute na cabeça pra findar o coitado mas, como se diz por aí, “eu não esmago mosca morta”. Ou será “eu não chuto cachorro morto”? Tanto faz. E os PsiCops nem demoraram muito pra chegar.
O caso é que, se ele morresse, eu poderia até tentar alegar legítima defesa – afinal as câmeras de vigilância registram apenas imiagens e não áudio, seria muito fácil dizer que eu me defndi porque ele estava me agarrando pelas costas – mas, como eu disse, ele já estava velho, caquético e sedentário. Assim, além de responder pela reincidência nos crimes anteriores (já citados acima) eu ainda responderia por homicídio culposo (aquele em que se assume o risco de matar).

Quando as infrações eram mais leves (eram sempre pensar e questionar, mas tomavam propórções menores), nesses casos a pena era de privação parcial de liberdade, que eu cumpria no CENA (serviço anexo ao Juliano Moreira) ou no que hoje se conhece como Serviços Substitutivos – ou, popularmente, CAPS.

O mais importante para voltar à liberdade, algumas vezes com bônus de redução da pena, é participar do programa de cobaias experimentando novas drogas das quais não se conhece os efeitos colaterias nem o sistema de ação. Há alguns que, depois de experimentar algumas dessas drogas, sofrem lesões no cérebro que os torna incapazes de retomar as atividades normais na sociedade. Esses são conhecidos como “aposentados” ou, porpularmente, “inválidos” ou “incapazes” mesmo (mas esses dois com sentido pejorativo). Há outros ainda que sofrem reações tão fortes que não sobrevivem. Oficialmente são registrados como “suicidas” mas, em termos técnicos, chama-se isso de “hipersensibilidade”. Mas são casos raros: apenas 5 entre 7 de todos que usam as drogas.

*PsiCop -> Polícia Mental
Dwsz.